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Uniderp desenvolve projeto social para atender crianças de baixa renda com Síndrome de Down

Uniderp desenvolve projeto social para atender crianças de baixa renda com Síndrome de Down

Idealizado pelo Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia, Projeto Sorriso Único atende crianças em vulnerabilidade social com Síndrome de Down


Formar cidadãos que vão transformar o mundo por meio da educação responsável e de qualidade: esse é o principal objetivo das iniciativas sociais da Uniderp, instituição de ensino superior da Kroton que tem a responsabilidade social como um de seus pilares, promovendo programas transformacionais em larga escala – só em 2016, as unidades de Ensino Superior e os polos de Educação a Distância realizaram mais de 2.300 iniciativas e projetos de ação social, impactando positivamente mais de 2,3 milhões de pessoas de suas comunidades, e contaram com o envolvimento dos alunos em atividades que permitiram o desenvolvimento de competências alinhadas a práticas de aprendizagem, reforçando o processo de formação da cidadania.

Desde 2018, o Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia da Uniderp viabiliza, em parceria com a APS Down (Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down) de Londrina, no Paraná, treinamentos regulares a cuidadores, familiares e alunos sobre saúde bucal. As ações na APS Down são realizadas frequentemente por professores e alunos; foram desenvolvidos, inclusive, materiais de orientação em formato de cartilha e podcast.

Em 2021, a empresa Align contemplou, com 10 casos, uma das docentes do Programa em Odontologia – a professora Dra. Paula Vanessa Pedron Oltramari, que recebeu um prêmio internacional da companhia para o desenvolvimento de uma proposta com alinhadores. É quando surge o Projeto Sorriso Único, que oferece tratamento ortodôntico a crianças com Síndrome de Down com os alinhadores Invisalign.

“O objetivo do projeto é oferecer a essas crianças tratamento ortodôntico gratuito em fluxo digital, utilizando a tecnologia do escaneamento intrabucal e alinhadores Invisilign, a fim de proporcionar maior conforto, permitir higiene bucal adequada e liberdade alimentar, buscando menor impacto na qualidade de vida de pacientes e cuidadores”, enfatiza Thais Maria Freire Fernandes Poleti – cirurgiã-dentista, mestre, doutora e pós-doutora em Ortodontia, e coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia da Unopar/Uniderp.

Ela explica que o tratamento em fluxo digital se dá com o escaneamento da boca do paciente com scanner intraoral, sem a necessidade da moldagem com alginato: “Esse escaneamento gera uma imagem real da boca em um software, que é utilizada como parte do planejamento e também na confecção dos alinhadores para a correção dos dentes. A moldagem para esses pacientes seria muito desconfortável e o tratamento ortodôntico em fluxo digital simplifica algumas etapas e proporciona maior conforto a criança ou adolescente”.

Thais ressalta ainda que, nos pacientes com Síndrome de Down, podem ser observadas inúmeras alterações bucais e as más oclusões têm prevalência alta, acima de 85%. “As principais alterações são o atraso de erupção na dentadura decídua e permanente, microdontias, impacção dentária, agenesias, hipocalcificação do esmalte, alteração na qualidade e quantidade da saliva, cárie, doença periodontal, más oclusões, além de problemas na mastigação, deglutição e fala. Os hábitos deletérios e as más oclusões impactam a saúde em geral”, complementa ela.

Atualmente, o projeto envolve três professoras pesquisadoras dentistas, um pesquisador fonoaudiólogo, um pós-doc, dois alunos de doutorado, três alunos de mestrado, cinco alunos de iniciação científica da graduação e três voluntários.
Imagem do linkedin de Thais Fernandes Poleti, Coordenadora do Mestrado e Doutorado em Odontologia da Unopar/UniderpThais Fernandes Poleti, Cirurgiã-dentista, mestre, doutora e pós-doutora em Ortodontia, e coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia da Unopar/Uniderp.


Thais Fernandes Poleti, Cirurgiã-dentista, mestre, doutora e pós-doutora em Ortodontia, e coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia da Unopar/Uniderp.

“Esse é um projeto único e muito diferente do que já tinha sido realizado pela equipe anteriormente, pois o tratamento odontológico não é apenas da criança ou do adolescente, e sim uma intervenção que envolve toda a família, oportunizando a inclusão social a tratamentos ortodônticos não disponibilizados na rede pública e considerados de alto custo. Cada história de superação contada e demonstrada no dia a dia traz com ela uma lição para a vida. O aprendizado para alunos e professores não é apenas sobre Odontologia, mas sobre superação e doação ao próximo. Os profissionais cedem seu tempo, sua experiência e seu conhecimento em Ortodontia, e recebem muito amor, carinho e reconhecimento. A Síndrome de Down não é uma doença e não impede de maneira nenhuma que os indivíduos tenham uma vida social normal. O projeto veio para melhorar o sorriso dessas crianças e proporcionar maior qualidade de vida para elas; em contrapartida, o ganho para profissionais e alunos que participam é imensurável. Elas recebem o tratamento ortodôntico e nós aprendemos da maneira mais nobre e sincera sobre o que realmente é inclusão. Essas famílias têm muito mais a nos ensinar do que nós a elas”, finaliza Thais.

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